sábado, 13 de dezembro de 2008

Assassinato.

O amor está assassinado.
A doença financeira
matou o amor.
A doença burocrática
envenenou o amor.
Os papéis foram mais importantes.
Nossa palavra
perdeu a verdade.
O seu excesso
causou minha escassez.
O seu lixo
já matou minha fome.
Mas sua água era suja
e sua sede
ninguém poderá curar.
Nossa sede, ninguém,
poderia curar.

Mariana Lima de Almeida.
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