quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

AGORA.

Resta-me agora
Como lembrança
Minha pessoa
Minha personalidade
A herança cultural
De uma vida
Vivida a margem
A margem de tudo
Aprendíamos fingir
Nosso ódio nascente
Como quem finge viver
Matou-se o mais humano
Aprendíamos fingir
Nossa benção
Como quem fingi amar
Mudos
Gelados
Pernas e estômagos
A viagem alucinante
Não quero mais me encontrar
Quero me abraçar
Me levar pra longe
Onde poucos podem estar
Eu vou...
Só como todos os poetas
Sonhando em encontrar
A grande luz
Que possa nos clarear. (10/06/97)

Mariana Lima de Almeida.
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