Ouvindo os velhos discos dos The Smiths
E lembrando de você
Sentindo o frio londrino em minha alma
E lembrando de você
A cidade, a noite e seus porões
E onde está você nessa imensa confusão?
Os bares, as mulheres e suas diversões
Querem te levar pra longe do meu coração
Os discos, o frio e a noite sozinha
E lembrando de você
E daquele amor que nem começou
Mas meu coração insiste acreditar.
Através das portas fui escolhendo os poemas que me fizeram ser gente, fui lendo gente que era mais do que gente, fui escolhendo minha sina, fugindo da prisão e vivendo minha liberdade..Algumas portas tive medo de abrir...Através das portas deixei minhas palavras também...As páginas deste livro ainda não foram escritas.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Antes do fim..
Me desculpem por sempre estragar tudo antes do fim.
O final nunca me causou expectativa
só espanto.
Então antes do fim eu tinha que parar.
Do fim eu tinha que vencer
Do fim eu tinha que fugir.
O fim eu tinha que matar.
Meu instinto sempre uivava próximo ao fim.
O fim de uma busca incansável
me parecia algo pior que a morte,
o fim versus o próprio fim...
A busca talvez fosse melhor que o próprio tesouro
:Afinal existem tesouros escondidos?
mas a busca...quanta surpresa revela...
Tesouros não me parecem confiáveis...
Portos seguros me parecem inseguros demais...
O amor parece ser feito de dor
E uma união parece ser um acordo injusto demais...
"Algo cheira podre no Reino da Dinamarca" Hamlet/Shakespeare...
E tudo continua mais ou menos igual.
Mariana Lima de Almeida.
09/09/2009....tarde.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
DOCURA.
Nasci dura, heróica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiúra é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu - eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.
CLARICE LISPECTOR*
Nasci dura, heróica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiúra é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu - eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.
CLARICE LISPECTOR*
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