quinta-feira, 15 de abril de 2010

PHB.

Ouvindo os velhos discos dos The Smiths
E lembrando de você
Sentindo o frio londrino em minha alma
E lembrando de você
A cidade, a noite e seus porões
E onde está você nessa imensa confusão?
Os bares, as mulheres e suas diversões
Querem te levar pra longe do meu coração
Os discos, o frio e a noite sozinha
E lembrando de você
E daquele amor que nem começou
Mas meu coração insiste acreditar.
De que serve a razão
Senão para matar nosso instinto?

Mariana Lima de Almeida. Abril/2010.
Ser poeta nunca foi uma opção.

Mariana Lima de Almeida. Março/2010.
Ser marginal por opção
Foi puro romantismo
Foi pura inocência
Foi um grito de juventude
Mas pagamos o preço
Com nossos pés
Por este caminho trilhado.

Mariana Lima de Almeida. Março/2010

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Antes do fim..

Me desculpem por sempre estragar tudo antes do fim.
O final nunca me causou expectativa
só espanto.
Então antes do fim eu tinha que parar.
Do fim eu tinha que vencer
Do fim eu tinha que fugir.
O fim eu tinha que matar.
Meu instinto sempre uivava próximo ao fim.
O fim de uma busca incansável
me parecia algo pior que a morte,
o fim versus o próprio fim...
A busca talvez fosse melhor que o próprio tesouro
:Afinal existem tesouros escondidos?
mas a busca...quanta surpresa revela...
Tesouros não me parecem confiáveis...
Portos seguros me parecem inseguros demais...
O amor parece ser feito de dor
E uma união parece ser um acordo injusto demais...
"Algo cheira podre no Reino da Dinamarca" Hamlet/Shakespeare...
E tudo continua mais ou menos igual.

Mariana Lima de Almeida.

09/09/2009....tarde.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

DOCURA.

Nasci dura, heróica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiúra é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu - eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.

CLARICE LISPECTOR*

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"Por cima do abismo estende-se minha alma
tensa como um cabo onde me equilibro,
malabarista de palavras."

MAIAKÓVSKI